06/11/2017

Enfermagem latina e caribenha debate práticas avançadas e rumos da profissão

Presidente do Conselho Internacional de Enfermagem parabenizou a Enfermagem brasileira pela reação à liminar que restringia atuação profissional

CBCENF recebeu reunião dos Conselhos de Enfermagem da América Latina e Caribe

Representantes de 17 países da América Latina e Caribe filiados ao Conselho Internacional de Enfermagem (CIE) debateram, nesta segunda-feira (6/11), plano de ação para o desenvolvimento da profissão. “A Enfermagem se transformou ao longo dos anos, com formação mais ampla e qualificada”, afirmou a presidente do CIE, Annette Kennedy, que parabenizou a Enfermagem brasileira pelo combate à liminar que impedia a requisição de exames por enfermeiros na atenção básica, suspensa pelo TRF1. “É com o paciente que deveríamos nos preocupar”, criticou, estarrecida com a ação judicial movida pelo Conselho Federal de Medicina para restringir a atuação dos enfermeiros no SUS.

“Há carência de médicos e enfermeiros, especialmente em países de baixa e média renda. Neste contexto, as práticas avançadas de Enfermagem, já adotadas em muitos países desenvolvidos, tornam-se ainda mais importantes para garantir a assistência”, afirmou Annette durante a reunião, realizada durante o 20º Congresso Brasileiro dos Conselhos de Enfermagem (CBCENF), no Rio de Janeiro. Annette lembrou que o contexto de atuação profissional e da própria formação exigida varia entre os países, não havendo modelos unificados, mas que há caminhos inspiradores, como o adotado pela Nova Zelândia nas práticas avançadas de Enfermagem.

Presidente do Cofen recebeu a presidente do ICN, Annette Kennedy

Howard Catton apresentou atualizações nas políticas de Saúde e de atuação profissional em Enfermagem desenvolvidas pelo CIE. A manhã prosseguiu com apresentações seguidas de debates sobre formação, práticas avançadas e desafios profissionais, visando desenvolver um plano de ação regional. À tarde, o CIE apresentou a Campanha Nursing Now!, baseada no relatório “O triplo impacto da Enfermagem — como o desenvolvimento da Enfermagem vai melhorar a Saúde, promover igualdade de gênero e apoiar o crescimento econômico das mulheres e fortalecimento da economia”.

Para a conselheira Fátima Sampaio, coordenadora da Comissão Internacional do Cofen,  o retorno do Brasil ao CIE marca um rearticulação da Enfermagem brasileira na região e no mundo. “Buscamos formas de aperfeiçoar o exercício da Enfermagem”, avalia. “A força do Conselho Internacional de Enfermagem vem da força de seus integrantes. Agradeço imensamente ao Cofen por proporcionar este evento”, concluiu a presidente do CIE, que encerrou a programação, juntamente com a vice-presidente do Cofen, Irene Ferreira. Após o encontro, a diretoria do CIE reuniu-se com o presidente do Cofen, Manoel Neri, para discutir os termos de cooperação entre CIE e Cofen.

Fonte: Ascom - Cofen